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Através do Programa “Mais Peixe Sustentável”, cerca de 679 pescadores já foram financiados, desde os processos de produção (artes de pesca: boias, redes, cordas entre outros), meios de transporte (motorizadas) até à conservação dos produtos pesqueiros (caixas térmicas coleman e congeladores) e processamento (caixas, balanças, entre outros), pelo Projecto de Resiliência Rural no Norte de Moçambique (MozNorte), coordenado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (Assista ao vídeo aqui!). 

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Eusébio Valetim é um Pequeno Agricultor Comercial Emergente (PACE), beneficiário do Projecto de Resiliência Rural no Norte de Moçambique (MozNorte), na Localidade de Piquera, Distrito de Moma, Província de Nampula. O beneficiário dedica-se ao cultivo de milho, feijões e, principalmente, gergelim, e começou a receber apoio de projecto em 2022 e tem agora mais de 60 Pequenos Agricultores (PA’s) agregados: 

No distrito de Angoche, Província de Nampula, o apoio do Projecto MozNorte promete transformar a maneira como os recursos marinhos são protegidos e administrados. O Projecto financiou a formação, com sucesso, de 49 fiscais marítimos dedicados a preservar a Área de Protecção Ambiental das Ilhas Primeiras e Segundas (APAIPS). Destes fiscais, 15 são mulheres, marcando um passo significativo rumo à inclusão de género em iniciativas ambientais. A formação dos fiscais foi um marco importante para a região. Durante o treinamento, os participantes adquiriram conhecimentos fundamentais sobre a importância da conservação marinha e as técnicas de fiscalização necessárias para proteger os ecossistemas marinhos locais (assista ao vídeo aqui!).

Numa primeira fase após a formação, os fiscais concentraram seus esforços em actividades de sensibilização junto aos pescadores locais. Essa abordagem educativa se mostra crucial para o sucesso da iniciativa. Os fiscais trabalham para conscientizar a comunidade sobre a importância da pesca artesanal sustentável, evitando o uso de práticas nocivas e ilegais que comprometem a saúde dos ecossistemas marinhos. Através de diálogos constantes e oficinas educativas, os pescadores estão mais conscientes dos benefícios de práticas de pesca sustentáveis. Este trabalho não só ajuda a preservar a biodiversidade marinha, mas também garante que futuras gerações possam continuar a depender dos recursos naturais para sua subsistência.

O sucesso inicial deste programa em Angoche é um exemplo inspirador de como a educação e a capacitação podem transformar comunidades. Os fiscais marítimos, com o apoio do MozNorte, estão comprometidos em continuar seu trabalho de protecção ambiental e sensibilização comunitária. Isto não apenas fortalece a conservação marinha, mas também promove um sentido de responsabilidade compartilhada e empoderamento comunitário. Com o trabalho dedicado dos fiscais formados, as Ilhas Primeiras e Segundas têm agora uma nova esperança de preservação e prosperidade.

 

 

 

 

As Ilhas Primeiras e Segundas formam um arquipélago de ilhas-barreira e recifes de coral. Este conjunto é composto por duas cadeias de ilhas que se estendem paralelamente à costa. O grupo de ilhas conhecido como "Primeiras" situa-se na província da Zambézia, enquanto as "Segundas" estão localizadas na província de Nampula.

Esta área é reconhecida como um importante santuário de vida marinha. É notável por sua rica biodiversidade e pelos impressionantes recifes de coral que a rodeiam. Além disso, as Ilhas Primeiras e Segundas servem como habitat vital para diversas espécies marinhas, incluindo tartarugas-marinhas e dugongos, que encontram nas águas deste arquipélago um refúgio seguro e propício para sua sobrevivência e reprodução.

Amir Mugas, chefe deste grupo de fiscais, diz que a equipa consegue dar conta de fiscalizar toda a área de protecção ambiental: “Mesmo sem ainda termos todos os recursos de que precisamos para garantir melhor exercício das nossas actividades, conseguimos nos desdobrar para cobrir todas as ilhas do arquipélago. Mas se tivéssemos, por exemplo, mais um barco, ser-nos-ia mais fácil trabalhar”.

“Nossa formação não se limitou a matérias sobre fiscalização, mas também sobre questões de género” - concluiu o fiscal.

 

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No distrito de Chimbonila, província do Niassa, uma associação agrícola destaca-se pelo seu espírito de cooperação e resiliência. Trata-se da Associação Chitukuku Cha Mbone que, graças ao apoio do Projecto MozNorte, transformou desafios em oportunidades, ampliando significativamente sua capacidade produtiva.

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Na Comunidade de Luambala, localizada no distrito de Chimbunila, província de Niassa, um pouco mais de 400 alunos do ensino primário enfrentam desafios significativos. As salas de aula são precárias e não oferecem condições adequadas para o processo de ensino e aprendizagem. Os professores relatam que, embora as crianças cheguem à escola limpas, ao final do dia, retornam para casa cobertas de poeira. O número de carteiras é insuficiente, e as condições de higiene são deploráveis. Mesmo com toda a dedicação dos professores, a infraestrutura limitada torna a tarefa de ensinar ainda mais árdua. 

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Projecto de Gestão Integrada de Agricultura e Recursos Naturais

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